Mesmo com um contrato estimado em R$ 3.622.949,40 para a gestão e manutenção da iluminação pública, moradores de diferentes bairros de Itabirito continuam relatando ruas escuras, lâmpadas queimadas e pontos de iluminação sem funcionamento.
As reclamações aparecem em diversas regiões do município e também atingem áreas centrais, onde moradores e comerciantes relatam problemas na iluminação durante a noite.
O contrato foi firmado pela Prefeitura de Itabirito em abril de 2026 com o Consórcio Intermunicipal Multissetorial do Vale do Piranga (CIMVALPI) e prevê a execução dos serviços por 45 meses.
Contrato de R$ 3,6 milhões
O Contrato nº 0252/2026, assinado em 1º de abril de 2026, tem valor estimado de R$ 3.622.949,40. O acordo está relacionado ao processo administrativo nº 3683/2026.
Do total previsto:
- R$ 2.393.151,30 correspondem aos custos fixos;
- R$ 1.229.798,10 são destinados aos custos variáveis, conforme a demanda por serviços.
Entre as atividades previstas estão a manutenção da iluminação pública e a substituição de luminárias LED queimadas.
Ordens de compra já passam de R$ 1,3 milhão
Somente em 2026, documentos públicos mostram duas ordens de compra vinculadas ao contrato:
- R$ 724.589,82, por meio da Ordem de Compra nº 2116/2026, emitida em 24 de abril;
- R$ 581.358,96, por meio da Ordem de Compra nº 4766/2026, emitida em 22 de setembro.
As duas ordens somam R$ 1.305.948,78, valor equivalente a aproximadamente 36% do contrato estimado.
A emissão das ordens de compra, porém, não significa que todo esse valor já tenha sido efetivamente pago. Para identificar os valores desembolsados, é necessário acompanhar os empenhos, liquidações e pagamentos.
Atendimento às reclamações
O contrato prevê que o CIMVALPI seja responsável por atividades como planejamento dos serviços, atendimento às solicitações da população, realização de rondas, fiscalização e acompanhamento dos trabalhos executados.
Também está prevista a manutenção da iluminação e a substituição de equipamentos que apresentem problemas.
Na prática, um dos principais pontos a ser acompanhado é justamente quanto tempo os moradores esperam entre o registro de uma reclamação e a solução do problema.
Com dezenas de relatos de pontos escuros em diferentes bairros, a quantidade de solicitações registradas e o número de atendimentos realizados também podem servir para acompanhar a execução do contrato.
Contrato pode chegar até 2029
O acordo prevê 45 meses de execução, com vigência contratual de 47 meses. A estimativa considera parcelas mensais de aproximadamente:
- R$ 53.181,14 em custos fixos;
- R$ 27.328,84 em custos variáveis estimados.
A soma chega a cerca de R$ 80,5 mil por mês, considerando a estimativa dos custos fixos e variáveis.
O valor variável depende da demanda pelos serviços e, portanto, não representa necessariamente uma cobrança fixa todos os meses.
O contrato também prevê possibilidade de reajuste anual pelo IPCA, conforme as condições estabelecidas no próprio acordo.

