A Saúde de Itabirito tem sido alvo de duras críticas na Câmara Municipal. O vereador Renê Buteku’s (PSD) afirmou que a atual gestão da pasta levou o setor a um verdadeiro estado de caos, responsabilizando diretamente a secretária municipal de Saúde, Cleusa Claudino, pela situação enfrentada pela população e pelos próprios servidores da área.
Segundo o parlamentar, o cenário é tão grave que os trabalhadores da saúde estariam sobrecarregados e emocionalmente esgotados. “Os próprios servidores não estão aguentando mais. Se não fossem eles segurarem a peteca no dia a dia, já tinha acabado até o pouco que ainda resta da saúde no município”, afirmou Renê durante pronunciamento.
Para o vereador, a crise na saúde pública de Itabirito já ultrapassou limites aceitáveis e exige uma intervenção urgente. Ele chegou a usar uma metáfora forte para descrever o momento atual:
“A saúde de Itabirito está precisando entrar na UTI. ”.
Falta de medicamentos e ausência de soluções
Entre os principais problemas apontados por Renê Buteku’s está a falta de medicamentos na rede pública municipal. De acordo com ele, a gestão da Secretaria de Saúde demonstra pouco empenho em resolver questões básicas que impactam diretamente o atendimento à população.
“O que a gente vê é uma total falta de compromisso. Medicamentos em falta, problemas estruturais e nenhuma solução prática apresentada. Não existe empenho da secretaria para resolver esses problemas”, declarou o vereador.
Renê foi ainda mais duro ao avaliar a condução da pasta, afirmando que a situação é resultado de incompetência administrativa.
“É ruim de serviço. Simples assim. Em vez de enfrentar os problemas reais da saúde, a gestão fica desviando o foco”, disse.
Indignação aumenta após episódio na UPA
A insatisfação com a Secretaria Municipal de Saúde ganhou novos capítulos após um episódio envolvendo a vereadora Rose da Saúde (PSB). Segundo relatos, a parlamentar teria sido impedida de acessar a portaria interna da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ao tentar visitar uma pessoa que, segundo ela, havia solicitado sua presença.
O caso gerou indignação entre parlamentares e levantou questionamentos sobre a transparência e a postura da gestão da unidade. Para Renê Buteku’s, o episódio é mais um reflexo do clima de tensão instalado na área da saúde do município.
O próprio vereador relatou ter passado por uma situação semelhante ao visitar a UPA. “Eu fui à unidade e fui seguido o tempo todo por vigias. Isso é inadmissível. Parece que o problema não é melhorar o atendimento, mas vigiar quem está fiscalizando”, afirmou.
Foco em denúncias, não em soluções
Na avaliação de Renê, a atual gestão da saúde estaria mais preocupada em descobrir a origem de denúncias do que em resolver os problemas estruturais da pasta. “Ao invés de resolver a falta de medicamentos, melhorar o atendimento ou dar condições dignas de trabalho aos servidores, eles querem saber quem fez a fofoca, quem denunciou ao vereador”, criticou.
Para o parlamentar, essa postura evidencia uma inversão de prioridades e contribui para o agravamento da crise na saúde municipal. Ele reforça que o papel do Legislativo é fiscalizar e cobrar melhorias, especialmente em áreas essenciais como a saúde.
Servidores sobrecarregados e população prejudicada
Renê Buteku’s também destacou que os maiores prejudicados pela situação são os moradores de Itabirito, que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), além dos próprios servidores, que atuam em condições adversas.
“Os profissionais estão exaustos, trabalhando no limite, tentando fazer o possível com o mínimo. Eles não têm culpa do caos instalado, mas acabam pagando o preço de uma gestão ineficiente”, afirmou.
Cobrança por mudanças urgentes
O vereador reforçou que seguirá cobrando providências e maior responsabilidade da administração municipal. Segundo ele, a saúde pública deve ser tratada como prioridade absoluta, com planejamento, transparência e respeito tanto aos usuários quanto aos profissionais da área.

